A conta do custo por hora
Divida a potência em watts por 1.000 para obter quilowatts. Depois multiplique pelos minutos ou horas de utilização e pelo preço do kWh. Num aquecedor de 2.000 W, a potência corresponde a 2 kW. Se funcionar uma hora sem interrupção, o consumo máximo estimado é 2 kWh.
Com um preço meramente exemplificativo de 0,22 €/kWh, essa hora custaria cerca de 0,44 €. Duas horas por dia durante 30 dias representariam 26,40 €. O preço real deve ser retirado da fatura e pode mudar conforme a tarifa e o período horário.
Potência máxima não é sempre consumo contínuo
Muitos aquecedores têm termóstato. Quando a divisão atinge a temperatura escolhida, a resistência pode desligar e voltar a ligar mais tarde. Nesse caso, multiplicar a potência máxima por todo o tempo produz uma estimativa superior ao consumo medido.
A diferença depende do isolamento, tamanho da divisão, temperatura exterior, posição do aparelho e regulação escolhida. Para uma previsão prudente, calcule primeiro o limite máximo. Para conhecer o consumo habitual, meça várias sessões em condições normais com equipamento adequado.
Quanto pode representar ao fim do mês
A frequência pesa mais do que uma utilização isolada. Um aparelho de 1.500 W usado durante três horas por dia teria um consumo máximo de 4,5 kWh diários. Durante 30 dias, seriam 135 kWh. A 0,22 €/kWh, o cenário máximo aproxima-se de 29,70 € por mês.
Se o termóstato mantiver a resistência ativa apenas durante metade do período, o consumo poderá aproximar-se de metade desse valor. Não assuma essa percentagem sem medição. Use dois cenários na calculadora para perceber o intervalo possível.
Aquecedor de 1.000 W ou 2.000 W
Um aquecedor de menor potência consome menos por minuto enquanto está no máximo, mas pode precisar de mais tempo para aquecer a mesma divisão. Um modelo de 2.000 W não custa necessariamente o dobro durante toda a noite se atingir a temperatura mais cedo e o termóstato reduzir o funcionamento.
Compare energia total e conforto obtido. Escolher um aparelho demasiado pequeno para uma divisão fria pode prolongar o uso sem alcançar a temperatura desejada. A potência adequada depende do espaço e das perdas térmicas, não apenas do preço do aparelho.
Como reduzir o custo sem perder conforto
Comece por limitar a área aquecida e reduzir perdas. Fechar portas, usar estores e corrigir entradas de ar pode diminuir o tempo necessário. Regule uma temperatura confortável em vez de manter o aparelho no máximo depois de a divisão aquecer.
A segurança tem prioridade sobre qualquer poupança. Respeite as distâncias indicadas pelo fabricante, não cubra o aparelho e não utilize extensões ou tomadas inadequadas à potência. Consulte sempre o manual.
- Aqueça primeiro a divisão utilizada.
- Evite deixar portas e janelas abertas.
- Use o termóstato e o temporizador quando existirem.
- Desligue o aparelho quando já não for necessário.
Aquecedor, bomba de calor ou outra solução
Um aquecedor resistivo transforma eletricidade em calor no local de utilização, mas outras tecnologias podem entregar mais calor útil por unidade de eletricidade. A comparação depende do investimento, eficiência, manutenção, espaço e número de horas de utilização.
Para uso pontual numa divisão pequena, um aquecedor portátil pode ser simples. Para aquecimento frequente de várias divisões, vale a pena comparar sistemas e isolamento. A ferramenta da ADENE sobre aquecimento eficiente ajuda a enquadrar tecnologias, enquanto a calculadora do PoupaTudo estima apenas o custo elétrico introduzido.
Como obter um valor mais próximo da realidade
Introduza na calculadora a potência indicada na placa ou no manual, as horas de utilização e o preço do kWh. Faça um cenário máximo com a potência total e outro mais moderado para visualizar a diferença causada pelo termóstato.
Uma tomada medidora deve ser adequada à potência e utilizada segundo as instruções do fabricante. Meça dias frios e dias amenos separadamente. Uma média de várias utilizações é mais útil do que uma leitura isolada.
